Colaboradores

Cara Nova!!

É pessoal ano novo, Blog obliterado.
Como vocês podem ver o nome do Blog tornou-se "www.E aí?".
Por que esse nome estranho?
Simples (ou não), porque "www" precede todos os sites da internet,
logo, toda a informação também. O "E aí?" se refere a vocês leitores.
Bom, esperamos suas opiniões, suas criticas e ideias.
É, queremos ter contato com vocês!
Espero que gostem das próximas postagens
(e se não gostarem critiquem sem dó nem piedade), até.

segunda-feira, 19 de março de 2012

O que é a Maturidade - Autor Desconhecido

Maturidade é ter o poder de controlar a raiva e de resolver divergências
sem violência nem destruição.
Maturidade é ter paciência e disposição para abrir mão de um prazer
imediato, com vistas a uma vantagem a longo prazo.
Maturidade é conseguir enxergar uma árvore em especial em meio à floresta.

Maturidade é ter perseverança, é empenhar-se a fundo num programa,
a despeito da oposição e dos contratempos desalentadores.
Maturidade é ter abnegação, é atender às necessidades alheias.
Maturidade é ter a capacidade de enfrentar o desagradável e a
decepção sem nos tornarmos amargos.


Maturidade é ter humildade. Uma pessoa madura consegue dizer:
"Perdoe-me." E, quando fica provado que estava com a razão, não
sente a necessidade de se vangloriar: "Eu não disse?"


Maturidade significa credibilidade, integridade e cumprimento da
palavra.

Os imaturos encontram pretexto para tudo. São os retardatários
crônicos, os contadores de vantagens, que falham no momento das
crises. A vida dessas pessoas é um emaranhado de promessas não
cumpridas, assuntos inacabados e amizades desfeitas.


Maturidade é ter a capacidade de viver em paz com o que não se pode
mudar.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Jogo de Damas - David Coimbra

"[...] A mulher anda pela Terra com os pés no chão. Ela não sonha, ela mantém os olhos bem abertos. Ela não acredita, como o homem, que pode viver um grande amor a cada sexta-feira, que enfeitiçará eternamente o sexo oposto, que ainda alcançará a fama, o sucesso, a fortuna, o poder.
Ao contrário do homem.
O homem crê que será capaz de grandes façanhas. Que a posteridade se lembrará dele. Crê-se imortal. Pobre iludido.
O homem está sempre correndo o risco de parecer ridículo, por conta dessa deficiência. Porque ele está sempre se arriscando, concebendo ideologias, lutando por elas. O homem tenta dar sentido à existência. A mulher sabe que o sentido da existência é existir.
É assim: nós homens somos românticos; as mulheres são práticas.[...]"
*Trecho do livro Jogo de Damas - Uma história de grandes mulheres, grandes homens e grandes fatos que determinarama supremacia feminina. p. 13

Viver o Hoje no Hoje - Frei Jaime Bettega

"[...]Vamos viver o hoje no hoje. Isso mesmo. O tempo que passou, não volta mais; o tempo que ainda não chegou, não nos pertence. Diante de nós está o agora, o momento presente. Saudades do ontem? Isso faz bem. Apreensão diante do amanhã? De nada adianta. Convém, então, ser estratégico, vivendo bem cada momento. Parar no tempo? Nem pensar.[...]"

*Trecho da coluna publicada no jornal Pioneiro no dia 23/01/2012

domingo, 22 de janeiro de 2012

Antes Das Vacas - David Coimbra

Nosso problema é que temos a cabeça grande demais. Precisamos dela a fim de guardar um cérebro bem maior do que  o dos outros animais. Óbvio: um cérebro tão grande nos proporcionou vantagens. Conseguimos submeter feras muito mais fortes e ágeis, conseguimos controlar a natureza, conseguimos inventar o YouTube, onde assistimos a toda a exuberância da Laisa no BBB.
O problema a que me refiro é sentido por nossas queridas mães quando do nosso nascimento. O nenê, mesmo a contragosto, tem de sair de dentro da mãe. Como fazê-lo com aquela cabeça enorme? Dureza. Mas a evolução, sábia e prática como sempre, concebeu uma solução: fez com que os nenês nascessem com o cérebro não completamente formado. Assim, a cabeça que, blop, salta para fora do corpo da mulher parideira não é a mesma que será depois de alguns anos. Sai mole e mínima, torna-se robusta e dura de pedra.
Foi um desenlace inteligente da natureza, mas acarretou uma consequência:as crianças necessitam de proteção e cuidado dos pais até que seus cérebros fiquem prontos. Leva tempo. Nos primeiros anos, elas não possuem instrumentos para se virar sozinhas, como ocorre com os filhotes dos outros bichos todos.
A dependência que os filhotes de seres humanos têm dos adultos gerou um estilo de vida em que os seres humanos são interdependentes uns dos outros:o sedentarismo. E, o que é formidável, acarretou esse tipo de contingência a outras espécies. O cachorro, por exemplo. O cachorro só existe porque o homem existe. Há 100 mil anos não havia cães, apenas lobos. O ser humano é que aprendeu a domesticar os lobos, que se transformaram gradualmente em cães. Então, todos os cachorros ,todos, até essas miniaturas repugnantes com rabo de pompom, são descendentes dos nobres e ferozes lobos.
Domesticados, os cachorros nascem dependentes do homem. Se não conviverem de alguma forma com os seres humanos, não conseguem sobreviver. Não é à toa que se fazem de nossos melhores amigos, nos abanam o rabinho,nos olham com submissão:puro interesse.
A vaca, a mesma coisa. Vacas, bois e outros da família bovina são descendentes dos bravos uros. O uro era uma espécie de touro de dois metros de altura e chifres recurvos de metro e meio. Foram extintos no começo do século 17.Júlio César, que viu muito uro na vida, os descreveu como feras "pouco menores do que os elefantes”. Os uros eram perigosos e quase indomáveis. Só não eram totalmente indomáveis porque foram domados, se transformaram no boi doméstico e desapareceram na história. E agora o boi só consegue viver sob a proteção do homem.
Pois os filhotes humanos, que são a razão mesma do sedentarismo e da existência de cães e vacas, agora estão passando por processo exatamente igual ao que passaram os ancestrais dos cães e das vacas. Criadas no confinamento dos apartamentos, superprotegidas por pais que, com razão, temem a violência urbana, as crianças estão se transformando em jovens cada vez mais dependentes dos adultos. Homiziam-se na casa paterna até bem depois dos 30 anos. Quarentões comportam-secomoadolescentes. Mulheresfeitas como menininhas. E até a lei, isto é, o Estado, tenta contemplá-los:meses atrás, a deputada Manuela propôs meia-entrada para “jovens” estudantes de até 29 anos. Tudo mudou. Tudo se transforma, já disse Lavoisier. Mas nem sempre mudança é evolução.
* Texto publicado na Zero Hora no dia 20/01/2012.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Ainda Sobre Deus (Paulo Sant'Ana)

[...] " Os meus leitores devem estar achando estranho que um cronista de amenidades de penúltima página de um jornal provinciano esteja se ocupando repetidamente com Deus.
Não há nada de estranho. É que é um direito meu ocupar-me de Deus, como é direito de todo leitor meu fazer isso e de todos os viventes: Deus está lá oculto no infinito, mas todos têm livre acesso à tentativa de decifração dos seus mistérios.
Eu posso não estar sendo claro. É que estou falando de fé, e o conceito de fé é quase tão intangível, impalpável quanto o conceito de Deus."

Paulo Sant'Ana em crônica publicada no dia 26 de julho de 2011, no periódico Zero Hora

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Loucos e santos (Oscar Wilde)


Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo 
qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de 
hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há 
de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e 
peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior 
alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade 
seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua 
fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não 
desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; 
e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e 
velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma 
ilusão imbecil e estéril.

De um canto da internet..."Amor e Loucura"


Contam que uma vez se reuniram todos os sentimentos
qualidades e defeitos dos homens em algum lugar da terra.
Quando o ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez,
a LOUCURA, como sempre tão louca, lhes propôs:

Vamos brincar de esconde-esconde?
A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e
a CURIOSIDADE sem poder conter-se perguntou?
Esconde-esconde?
Como é isso?
É um jogo, explicou a LOUCURA, em que eu fecho os olhos e
começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem,
e quando eu tiver terminado de contar,
o primeiro de vocês que eu encontrar,
ocupará o meu lugar para continuar o jogo.
O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA.
A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou por convencer
a DÚVIDA e até mesmo a APATIA, que nunca se interessavam por nada.

Mas nem todos quiseram participar....
A VERDADE preferiu não esconder-se...
"Para quê, se no final todos me encontram?
A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto
(no fundo o que a incomodava era que a idéia não tivesse sido dela).
A COVARDIA preferiu não arriscar-se.
Um, dois, três, quatro...começou a contar a LOUCURA.
A primeira a esconder-se foi a PRESSA,
que como sempre caiu atrás da primeira pedra do caminho.
A FÉ subiu ao céu e a INVEJA se escondeu atrás da sombra do TRIUNFO,
que com seu próprio esforço tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta.

A GENEROSIDADE quase que não consegue esconder-se,
pois cada local que encontrava,
lhe parecia maravilhoso para alguns de seus amigos.
Se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA.
Se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ..
Se era o vôo de uma borboleta, o melhor para a VOLÚPIA.
Se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE.
E assim... acabou escondendo-se em um raio de sol.

O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início...
ventilado, cômodo, mas apenas para ele.
A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano
(mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris)...
e a PAIXÃO e o DESEJO, no centro dos vulcões.
O ESQUECIMENTO não recordo-me onde escondeu-se,
mas isso não é o mais importante.

Quando a LOUCURA já estava lá por volta dos 999.999,
o AMOR ainda não havia encontrado um lugar para esconder-se,
pois todos já estavam ocupados,
até que encontrou uma roseira e,
carinhosamente, decidiu esconder-se entre as suas flores.

A primeira a aparecer foi a PRESSA,
apenas a 3 passos de uma pedra.
Depois escutou-se a FÉ discutindo com Deus,
no céu, sobre zoologia.
Sentiu-se vibrar a PAIXÃO e o DESEJO nos vulcões.
Em um descuido a LOUCURA encontrou a INVEJA,
e claro, pode deduzir onde estava o TRIUNFO.
O EGOÍSMO, não teve nem que procurá-lo:
ele sozinho saiu disparado de seu esconderijo,
que na verdade era um ninho de vespas.

De tanto caminhar a LOUCURA sentiu sede
e ao aproximar-se de um lago, descobriu a BELEZA.
A DÚVIDA, foi mais fácil ainda,
pois a encontrou sentada sobre uma cerca sem decidir
de que lado se esconder.
E assim ... foi encontrando a todos.

O TALENTO entre a erva fresca,
a ANGÚSTIA em uma cova escura,
a MENTIRA atrás do arco-íris
(mentira, estava no fundo do oceano)
e até o ESQUECIMENTO que já havia esquecido
que também estava brincando de esconde-esconde.

Apenas o AMOR não aparecia em nenhum lugar.

A LOUCURA, procurou atrás de cada árvore,
embaixo de cada rocha do planeta e em cima das montanhas.
Quando estava a ponto de dar-se por vencida,
encontrou um roseiral.
Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos,
quando no mesmo instante, escutou-se um doloroso grito....
os espinhos haviam ferido o AMOR nos olhos.

A LOUCURA não sabia o que fazer para desculpar-se....
Chorou, rezou, implorou, pediu perdão
e até prometeu ser seu Guia.
Desde então...
desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na terra,
o AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha.